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11月23日
LIDERANÇA, EXCELÊNCIA, SUPERAÇÃO, MOTIVAÇÃO
Um excelente dia para todos! : )
11月4日
Não imaginava o que seria revê-las
Esguias, soltas,
Percorrendo cores macias que afasto de mim...
9月17日
Apetece-me vagabundear pelas palavras sem nexo, sem sentido,
que me entorpecem a mente,
sem fio nem rumo.
Sem aquela vontade que o vazio exista,
mas com a urgência de um significado para o inextistente.
Apetece-me sacudir o mundo que se desnuda
sem palavras e sem cores
inusitante e esvaziante.
Apetece-me não escrever palavras infindas,
que nada digam e que contêm uma vida
Pegar num lápis, sentir-lhe o toque,
desenhá-lo sem o carvão com que se assume.
Apetece-me cercar-me de mim,
sem me ler,
sem entender os porquês do não querer.
Apetece-me o revoltar, o espernear, o soltar uivos de esplendor
Sentir o exultar de uma sensação indubilavemente imparalela
Nada apetece ao som do brilho
que me cega as letras a que não acedo
Nada apetece sem o apenas do não sentir
Apetece o não apetecer
sl 17.09.2007
12月23日
Repito-me, de alguma forma, ao publicar este conto, mas continua a ser um dos contos de Natal que mais me toca...
A pequena vendedora de fósforos

Fonte: http://www.vitorm.webhs.org/
Fazia um frio terrível; caia a neve e estava quase escuro; a noite descia - a última noite do ano. No meio do frio e da escuridão, uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas. Quando saiu de casa decerto trazia chinelos; mas de que adiantavam? Eram uns chinelos enormes que a sua mãe já havia usado. Tão grandes, que a menina os perdeu quando atravessou a rua a correr, para que duas carruagens, que passavam terrivelmente depressa, não a atropelassem. Depois disso, a menina caminhou de pézinhos descalços - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos e uma amostra deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia e ela não ganhara sequer um centavo. Pobre menina! Trinha muita fome e frio! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos , que lhe caíam sobre o pescoço em lindos caracóis sobre os ombros; mas agora ela não pensava nisso. Via a agitação das luzes através da janela; sentia-se o cheiro dos assados por todas as partes. Era dia de Natal, e nesta festa pensava a infeliz menina. Sentou-se em uma pracinha, e se acomodou em um cantinho entre duas casas. O frio apoderava-se dela, e inchava seus membros; mas não se atrevia a aparecer em sua casa; voltava com todos os fósforos e sem nenhuma moeda. Sua madrasta a maltrataria, e, além disso, na sua casa também fazia muito frio. Viviam debaixo do telhado, a casa não tinha tecto e o vento ali soprava com fúria, mesmo que as aberturas maiores haviam sido cobertas com palha e trapos velhos. As su as mãozinhas estavam duras de frio. Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz! Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se. Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha... Que luz maravilhosa! Como o fogo ardia! Como era confortável! Mas a pequenina chama se apagou e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado. Acendeu um novo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede, ela tornou-se transparente como um véu de gaze, e a menina pôde ver a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve, e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, húmida e fria. Acendeu outro fósforo e viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menina estendeu a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela via-as como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo. "Alguém está morrendo", pensou a menina, pois sua avózinha, a única pessoa que fora boa com ela e que já não vivia, dissera-lhe que, quando uma estrela cai, uma alma subia para Deus. Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Avózinha! - exclamou a criança. - Oh! Leva-me contigo! Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar! Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E, rapidamente, acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida avózinha. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. A sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Pegou a menina nos braços e as duas subiram no meio da luz até um lugar tão alto, onde não fazia frio, nem se sentia fome, nem tristeza.
Quando raiou o dia seguinte, a menina continuava sentada entre as duas casas, com as bochechas vermelhas e um sorriso nos lábios. Morta, morta de frio na noite de Natal! O sol iluminou aquele terno ser, sentado ali com as caixas de fósforos, das quais uma havia sido riscada por completo. -Queria aquecer-se, a pobrezinha! - diziam. E ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó, no dia de Natal.
Hans Christian Andreson 12月1日
Voando num universo imenso
Inconfundível no teu doce sorriso
Travesso nas palavras
Orgulhoso do teu ser
Recordas-me o mar
Majestoso
Estonteante
Terno
Envolvente
Circundo-me de ti
Olho-te
Sinto-me,
Orgulhosa de mim no teu ser
Fixo-te o olhar
Inconfundível no meu sorriso
A saborear a minha alma de ti
sl 1 dez 2006 9月23日
apetece-me este paraíso entrelaçado neste mar de ti
que murmura sentires que as palavras não expressam
apetece-me tecer-te de espuma nas ondas vadias
que nos estonteam e enternurecem
quero essa pele salgada adocicada na minha língua
arrepiada de mim em ti
quero esses poros sedentos de suores
submersos de nós
contorço-me de ti em percursos múltiplos
que sinto estremecerem sofregamente
soltando pequenas gotas de orvalho
que teimam apetecerem-se de ti
sl 23.09.2006

Autor: Kanina´s Place @ flickr
Fonte: www.glosk.com
9月7日 Tô com saudade de tu, meu desejo Tô com saudade do beijo e do mel Do teu olhar carinhoso, do teu abraço gostoso De passear no teu céu É tão difícil ficar sem você O teu amor é gostoso demais Teu cheiro me dá prazer Quando estou com você Estou nos braços da paz
(...)
Maria Bethania 8月20日
Que fazemos quando as palavras nos escapam dos dedos? Que fazemos quando nos olhamos ao espelho e esquecemos as palavras que nos queiramos dizer? Que fazemos quando aluamos e perdemos a noçao de nós mesmos?
Hoje era aquele dia em que me apetecia escrever sem fim, em que tenho tanto dentro de mim para dizer e nada sai. Estranho-me... até as teclas parecem mudar de sítio, para que o que aqui vai se liberte de mim. Estranha forma de vida esta. Apetecem-me as maiores loucuras da vida e, no entando, páro, escuto e tento não olhar, mas olho... Sou assim mesmo, incapaz de não olhar.
Ainda assim, sinto a magia da loucura sã soltar-se em mim e vôo, o prazer pelo desconhecido...
Hoje, o desconhecido foi ali ao lado... e fui...
Um dia destes, regresso...
8月15日 Apetecia-me devorar-te sem fim
contorcer-me em ti
sentir todo o sabor que transpira do teu corpo
Sentir as tuas mãos percorrerem-me sem rumo
perdidas em mim
Apetecia-me entrar em ti
como uma louca
que se aproxima do que lhe dá prazer
sentir a minha pele ardente percorrer a tua
sem rumo em ti
Apetecia-me a sedução que me leva a ti
O brilho no teu olhar
quando sentes o meu toque em ti
sentir a volúpia que me provocas
todos os arrepios que sentes em mim
Apetecia-me aquela praia eterna
Sentindo a minha pele na tua
Deambulando no teu corpo
Fogo que me percorre insaciável de ti
sl 15 Agosto 2006
8月14日
A propósito de um turbilhão que por mim tem passado nos últimos dias, lembrei-me de uma das músicas que sempre me apaixonou: "Nasce Selvagem" (Delfins). Nasci selvagem e não sei onde posso co-existir com esta forma de estar. Longo percurso este, em que nos desencontramos de nós mesmos e sentimos uma falta terrível do que nos é mais puro... Não somos de ninguém, no entanto, tudo fazemos para sermos de alguém, para além de nós mesmos. Não somos de ninguém, mas constantemente procuramos o complemento que nos preencha o vazio que é ser de ninguém... Procuramos aqui, ali, partimos de um porto para nos abrigarmos noutro, sem lançarmos âncora no nosso próprio porto. Rodopiamos, deambulamos, corremos, tropeçamos, encantamos, desencantamos... Sempre recusei a eterna máscara que nos querem fazer usar e fujo dela... Que fuga dolorosa essa que busquei... A única máscara que não me esconde é aquela que não uso quando solto gargalhadas sonoras que me vêm da alma... Os momentos mais efémeres em mim que têm, no entanto, tido cada vez mais presença em mim. Nos últimos dias, voltei a deparar-me com a fachada que as pessoas usam, com o falso sorriso, o falso ser, o egoísmo, a maldade... Desde sempre que não entendo o porquê e sou incapaz de calar os sentimentos que me ocorrem quando me deparo com esta falsidade inerente a tantos. Vejo olhares reprovadores do que digo, porque me recuso a aceitar seres sem brio nem mente, seres que se mascaram sem usarem máscara. Sim, no fundo, a tal máscara para eles não existe, tão vestidos pela sociedade como estão. Recuso-me! Nunca fomos de ninguém nem nunca o seremos, especialmente enquanto essa rouquidão de sentimentos existir. Eternamente selvagem sou eu, que sou apenas de ti, de ti e de ti, complementos de mim...
Nasce Selvagem
Mais do que a um país que a uma família ou geração
Mais do que a uma passado Que a uma história ou tradição
Tu pertences a ti Não és de ninguém
Mais do que a um patrão A uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti Não és de ninguém
Em Vive selvagem E para ti serás alguém Nesta viagem
Quando alguém nasce Nasce selvagem Não é de ninguém
Delfins (M. Ângelo/F.Cunha)
Se eu te pudesse fazer turbilhão...
Sem suavidade, apenas com doçura...
A tua alma voaria pelo meu ser
Despoeirando-se das desnecessidades
e existirias em rodopio em mim
sol nas minhas profundezas mais obscuras
Serias todos os excertos dos meus poros
que se armazenam,
lentamente,
nas prateleiras desarrumadas
Todas as palavras fogem de mim
como a alma foge do calor
que se adivinha na tua pele sedosa
Perco-me de mim e nem a ti chego
porque todas as palavras correm de mim
e não as sinto nos dedos...
sl 12.8.2006

Fonte: www.1000imagens.com
Foto: Isidro Dias 7月25日
Inebrio-me em ti, sorriso,
Que me afagas a alma todos os dias
E que me abraças...
Inebrio-me com o calor
que exala dos teus poros
e que me percorre todo o meu ser...
Inebrio-me em ti, sorriso,
que me aconchegas a inquietude na vida...
Inebrio-me... nas gotículas do teu orvalho
Sei-te presente,
mesmo quando te procuro e não te encontro...
Sinto-te ali, aqui...
por todos os meus poros
e aconchego-me em ti, sorriso...
sl 25.7.2006
7月24日 Ponta de alma
Junto-me a ti
ponta de alma
como há muito já não
A tua tinta escorre em mim
como uma gota de sangue
que há muito não chorava
E se neste sol de viver o mar acalmar
é porque deixei de querer
E que jamais poderei voltar a chamar
Por isso me junto a ti
ponta de alma
Maior sofredora do mundo
A ti tudo se confia
tudo se chama
tudo se acalma
tudo se chora
tudo se ri
E se por ti um dia chorei
por ti um dia rirei
Desta feliz infelicidade
que me acompanha
felizmente...
Outrora.
Outrora já era
Outrora é.
sl 25.1.88

Imagem: onun
Fonte: http://ic1.deviantart.com
Transpiro por histerias não passadas
do passado longínquo.
Transpiro por essas míseras palavras
que nunca o foram
Saudade extenuante
das ruas de Paris
onde nunca fui
vivências de mar de histórias loucas
de sonhos reais que nunca foram
Um dia
Uma voz me acordou
para a sede de viver
para o sonho de viver
para a realidade de sonhar
Sonhei muito alto
Até aos deuses
O Concílio recusou-me
Como é possível recusar um sonho
que nunca pode ser...?
Triste ilusão criaste em mim
tão real quanto eu
Fizeste-me ser os outros
Sem ser eu
Nem na hora de ontem fui eu
Sendo hoje...
sl 25.1.88

Imagem: David A. Hardy & PPARC
Fonte: www.astroart.org
Metamorfose
De quando em quando,
Um mar desce à minha pele
Uma angústia de lucidez
Como o meu amigo
Uma louca lucidez que me leva à loucura
Num reboliço
Ouço o mundo a passar como nos carrocéis que fui
Na infância
Na metamorfose...
Metamorfose...
constante metamorfose...
que me atormentas o ser
Muda!
Estala neste zombi!
O sabichão ensinou-me o crer
Mas se ao menos em algo
pudesse crer...
Que o sol a água a terra o fogo o ar
Um dia seriam
soláguaterrafogoar
Se ao menos um dia
me deixassem brilhar
eu seria feliz
e tão infeliz com a felicidade
de um dia jamais chorar
sl 25.1.88

Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/ 7月4日 Sonho-te como um anjo e sei-te em paz.
Miss you so... 
Angel
Spend all your time waiting for that second chance For the break that will make it OK There's always some reason to feel not good enough And it's hard at the end of the day I need some distraction or a beautiful release Memories seep from my veins Let me be empty and weightless and maybe I'll find some peace tonight
In the arms of the Angel far away from here From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you feel You are pulled from the wreckage of your silent reverie You're in the arms of the Angel, may you find some comfort here
So tired of the straight line, and everywhere you turn There's vultures and thieves at your back The storm keeps on twisting, you keep on building the lies That make up for all that you lack It don't make no difference, escape one last time It's easier to believe In this sweet madness, oh this glorious sadness That brings me to my knees
In the arms of the Angel far away from here From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you feel You are pulled from the wreckage of your silent reverie You're in the arms of the Angel, may you find some comfort here
In the arms of the Angel, may you find some comfort here
Hoje,
a cada minuto,
lembrei-me de ti.
Ofereço-te agora
o que só em mente voltarei a fazer.

Apetecia-me escrever-te um poema
Contar-te uma história
Sorrir-te
Abraçar-te
Simplesmente olhar-te
Sentir-te aqui
Usar a palavra e o gesto
A ternura e a doçura
Respirar o teu mesmo ar
Mostrar-te novamente o mar com os meus olhos
como to mostrei naquele dia
em que sabiamos...
... ... ...
6月28日 Aninho-me em ti
Desnudada do meu ser,
Sinto-te e afago-me,
...
Olho-te e sorrio-te -
Gotículas de orvalho serpenteam-nos a pele
Estremecem, à procura de um rumo...
...
Sente...
Desfaleço em ti
Como se deixasse de ter pertença de mim...
...
A pele lateja
O teu odor envolve-me docemente
Inebrio-me em ti
sl 28.6.2006
Foto: Scott Murdock 6月26日 Esqueço-me de saber viver
Esqueço-me de olhar para a frente e sorrir
Pérolas afagam-me a face,
Deslizantes,
Sem saberem onde se aninhar…
Esqueço-me de mim
Esqueço-me de todo um eu que fui
Pensamentos serpenteam-me a mente,
Ofegantes,
Sem saberem onde se alinhar…
Respiro o ar sofregamente
À procura do tudo e do nada que não existe em mim…
sl 26 junho 2006

A imagem é de um amigo, de uma pessoa excelente e foi retirada de http://onun.deviantart.com/gallery/
Deliciem-se a ver o seu trabalho, tal como eu!
6月25日 Ontem, a meio de uma conversa com um amigo, ontem, ele levou as mãos à cara, limpou as lágrimas e pediu-me desculpa. Pediu desculpa, porque estava a chorar. Tinha acabado de me contar que era seropositivo.
Chorava, porque as pessoas se afastam.
Chorava, porque os amigos não existem.
Chorava, porque tinha sido tóxico-dependente anos a fio e estava limpo agora.
Chorava, porque, por mais que lute e trabalhe, a vida pouco lhe tem sorrido até agora.
Chorava porque... porque... e porque...
E este homem anda de sorriso na face. Aquele sorriso que mascara o que lhe vai dentro na alma.
"Anda cá" - disse-lhe. Abracei-o no silêncio. E tive um dos abraços mais puros, mais verdadeiros da minha vida...
Continuamos, infelizmente, a discriminar quem, afinal de contas, é tão igual a nós mesmos, que vimos e vamos todos para o mesmo sítio, seja em que fase da nossa vida.
Sei bem os efeitos deste tipo de actuação, porque convivi anos a fio e lado a lado com uma pessoa deficiente, vítima de um acidente de viação. Vi o olhar frio de muitos, vi o olhar reprovador de outros, vi o olhar de pena, vi o desprezo e a desconsideração, vi o olhar de tantos que me perguntavam, sem nada me dizerem, que monstro seria aquele... Estes olhares, senti-os com os meus olhos e eu apenas estava ao lado. Que sentirão as que se sentem diferentes, desprezadas, olhadas de soslaio?
Bem hajam estas pessoas, porque são, muitas vezes, as mais puras que encontramos!
Para ti, meu menino!
Sabes que tens amigos. Um, dois, três? Pouco importa a quantidade. Sabes que estão contigo, ao teu lado, que te dão a mão. Olha-os e sente-os. E sê tu mesmo! Para eles, ÉS ALGUÉM! Sê esse ALGUÉM para ti mesmo, porque MERECES e VAIS VENCER!
E juízo nessa tola ou dou-te uma trinca lol. Beijo grande, grande e um abraço do tamanho do mundo.
Alguns links:
6月23日
Fujo - diz o nada - porque as tuas palavras nada querem de mim.
Páro no teu olhar, observo, leio e vejo o vazio, aquele vazio que não encontro em meu redor.
Leio-te, porque queria tecer-te a alma de pequenas teias subits e de ouro, com pequenas gotas de orgulho em ti.
Fechas-me a porta vezes sem fio e conta... ...
Quero ser a tua sombra, de gotas salgadas no mar, saboreando todos os teus poros, bebendo de ti todas as gotas de luz do teu êxtase...
sl 20.06.2006
6月15日 Hoje, passou por mim uma doce saudade e apeteceu-me cantar-te...
Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one
It sees right through me
A bullet it comes and takes me
And I love you I love you
I want you but I fear you
Who are u ?
Who are u?
Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one
You feet rest on my shoes
I sing this song for you
Just to see you smile
And I love you I love you
I love you but I fear you
Who are u?
Who are u?
For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?
For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?
And I love you I love you
I want you but I fear you
Who are u?
Who are you?
For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?
For how long
How strong do I still have to be?
6月12日 Apetecia-me partir de mim mesma,
Por entre neblinas matinais
Por onde as palavras falassem por mim
Por onde o grito interno sorrisse por mim
Apetecia-me envolver num manto de pétalas
Por entre odores perdidos
Por onde os desejos se calassem
Por onde o sonho se fizesse sentir
Apenas deambulo por mim
Como uma estrela sem rumo
Vazio de encantos e de sensações…
Apenas deambulo por mim
Como uma flor que murcha
Sem água que me regue a alma…
sl 12 Junho 2006 6月10日 De um dos meus filmes de eleição de sempre, dos tais que vi aos dez anos e demorei dezassete para conseguir o sonho de o ter e de o rever:
"JONATHAN LIVINGSTON SEAGULL"
Written by Neil Diamond
BE
Lost On a painted sky Where the clouds are hung For the poet's eye You may find him If you may find him
There On a distant shore By the wings of dreams Through an open door You may know him If you may
Be As a page that aches for a word Which speaks on a theme that is timeless While the Sun God will make for your day Sing As a song in search of a voice that is silent And the one God will make for your way
And we dance To a whispered voice Overheard by the soul Undertook by the heart And you may know it If you may know it
While the sand Would become the stone Which begat the spark Turned to living bone Holy, holy Sanctus, sanctus
Be As a page that aches for a word Which speaks on a theme that is timeless While the Sun God will make for your day Sing As a song in search of a voice that is silent And the one God will make for your way Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
“No Tempo Dividido e Mar Novo"
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja. Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência do signo na relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia: quer na obra poética quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana ou A Menina do Mar.
Deixo-vos alguns links sobre esta senhora que como que amamentou a alma com poesia...
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