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第 1 张,共 2 张
11月23日

I HAVE THE POWER

 
LIDERANÇA, EXCELÊNCIA, SUPERAÇÃO, MOTIVAÇÃO
 
 

Melhores Pessoas Conseguem Melhores Resultados com I Have the Power

Um excelente dia para todos! : )

 

 

11月4日

...

 
 
 
 
Não imaginava o que seria revê-las
 
Esguias, soltas,
 
Percorrendo cores macias que afasto de mim...
 
 
 
 

 

 

 

9月17日

Apetece o não apetecer

 
Apetece-me vagabundear pelas palavras sem nexo, sem sentido,
que me entorpecem a mente,
sem fio nem rumo.
Sem aquela vontade que o vazio exista,
mas com a urgência de um significado para o inextistente.
 
Apetece-me sacudir o mundo que se desnuda
sem palavras e sem cores
inusitante e esvaziante.
 
Apetece-me não escrever palavras infindas,
que nada digam e que contêm uma vida
Pegar num lápis, sentir-lhe o toque,
desenhá-lo sem o carvão com que se assume.
 
 
Apetece-me cercar-me de mim,
sem me ler,
sem entender os porquês do não querer.
 
 
Apetece-me o revoltar, o espernear, o soltar uivos de esplendor
Sentir o exultar de uma sensação indubilavemente imparalela
 
 
Nada apetece ao som do brilho
que me cega as letras a que não acedo
Nada apetece sem o apenas do não sentir
 
 
Apetece o não apetecer
 
sl 17.09.2007
 
 
 
12月23日

Que o vosso Natal seja o que desejam para vocês e para os outros durante o ano...

 

Repito-me, de alguma forma, ao publicar este conto, mas continua a ser um dos contos de Natal que mais me toca...

A pequena vendedora de fósforos

 

Fonte: http://www.vitorm.webhs.org/

Fazia um frio terrível; caia a neve e estava quase escuro; a noite descia - a última noite do ano. No meio do frio e da escuridão, uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas. Quando saiu de casa decerto trazia chinelos; mas de que adiantavam? Eram uns chinelos enormes que a sua mãe já havia usado. Tão grandes, que a menina os perdeu quando atravessou a rua a correr, para que duas carruagens, que passavam terrivelmente depressa, não a atropelassem. Depois disso, a menina caminhou de pézinhos descalços - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos e uma amostra deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia e ela não ganhara sequer um centavo. Pobre menina! Trinha muita fome e frio! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos , que lhe caíam sobre o pescoço em lindos caracóis sobre os ombros; mas agora ela não pensava nisso. Via a agitação das luzes através da janela; sentia-se o cheiro dos assados por todas as partes. Era dia de Natal, e nesta festa pensava a infeliz menina.
Sentou-se em uma pracinha, e se acomodou em um cantinho entre duas casas. O frio apoderava-se dela, e inchava seus membros; mas não se atrevia a aparecer em sua casa; voltava com todos os fósforos e sem nenhuma moeda. Sua madrasta a maltrataria, e, além disso, na sua casa também fazia muito frio. Viviam debaixo do telhado, a casa não tinha tecto e o vento ali soprava com fúria, mesmo que as aberturas maiores haviam sido cobertas com palha e trapos velhos. As su as mãozinhas estavam duras de frio. Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz! Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se. Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha... Que luz maravilhosa! Como o fogo ardia! Como era confortável! Mas a pequenina chama se apagou  e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado. Acendeu um novo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede, ela tornou-se transparente como um véu de gaze, e a menina pôde ver a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve, e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, húmida e fria. Acendeu outro fósforo e viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menina estendeu a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela via-as como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo. "Alguém está morrendo", pensou a menina, pois sua avózinha, a única pessoa que fora boa com ela e que já não vivia, dissera-lhe que, quando uma estrela cai, uma alma subia para Deus. Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.

- Avózinha! - exclamou a criança. - Oh! Leva-me contigo! Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar! Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!

E, rapidamente, acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida avózinha. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. A sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Pegou a menina nos braços e as duas subiram no meio da luz até um lugar tão alto, onde não fazia frio, nem se sentia fome, nem tristeza.

Quando raiou o dia seguinte, a menina continuava sentada entre as duas casas, com as bochechas vermelhas e um sorriso nos lábios. Morta, morta de frio na noite de Natal! O sol iluminou aquele terno ser, sentado ali com as caixas de fósforos, das quais uma havia sido riscada por completo.
-Queria aquecer-se, a pobrezinha! - diziam. E ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó, no dia de Natal.

 

Hans Christian Andreson
12月1日

Estonteante

 

Voando num universo imenso

Inconfundível no teu doce sorriso

Travesso nas palavras

Orgulhoso do teu ser

Recordas-me o mar

Majestoso

Estonteante

Terno

Envolvente

Circundo-me de ti

Olho-te

Sinto-me,

Orgulhosa de mim no teu ser

Fixo-te o olhar

Inconfundível no meu sorriso

A saborear a minha alma de ti

 

sl 1 dez 2006

9月23日

Mteco

 

apetece-me este paraíso entrelaçado neste mar de ti

 que murmura sentires que as palavras não expressam

apetece-me tecer-te de espuma nas ondas vadias

que nos estonteam e enternurecem

 

quero essa pele salgada adocicada na minha língua

arrepiada de mim em ti

quero esses poros sedentos de suores

submersos de nós

 

contorço-me de ti em percursos múltiplos

que sinto estremecerem sofregamente

soltando pequenas gotas de orvalho

que teimam apetecerem-se de ti

 

sl 23.09.2006

 

 

 

Autor: Kanina´s Place @ flickr

Fonte: www.glosk.com

 

9月7日

Hoje apeteceu-me

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso, do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz

(...)

 

Maria Bethania 

8月20日

Um dia destes, regresso...

 
 
Que fazemos quando as palavras nos escapam dos dedos? Que fazemos quando nos olhamos ao espelho e esquecemos as palavras que nos queiramos dizer? Que fazemos quando aluamos e perdemos a noçao de nós mesmos?
 
Hoje era aquele dia em que me apetecia escrever sem fim, em que tenho tanto dentro de mim para dizer e nada sai. Estranho-me... até as teclas parecem mudar de sítio, para que o que aqui vai se liberte de mim. Estranha forma de vida esta. Apetecem-me as maiores loucuras da vida e, no entando, páro, escuto e tento não olhar, mas olho... Sou assim mesmo, incapaz de não olhar.
 
Ainda assim, sinto a magia da loucura sã soltar-se em mim e vôo, o prazer pelo desconhecido...
Hoje, o desconhecido foi ali ao lado... e fui...
Um dia destes, regresso...
 
 
8月15日

Apeteces-me...

Apetecia-me devorar-te sem fim

contorcer-me em ti

sentir todo o sabor que transpira do teu corpo

Sentir as tuas mãos percorrerem-me sem rumo

perdidas em mim

 

Apetecia-me entrar em ti

como uma louca

que se aproxima do que lhe dá prazer

sentir a minha pele ardente percorrer a tua

sem rumo em ti

 

 

Apetecia-me a sedução que me leva a ti

O brilho no teu olhar

quando sentes o meu toque em ti

sentir a volúpia que me provocas

todos os arrepios que sentes em mim

 

Apetecia-me aquela praia eterna

Sentindo a minha pele na tua

Deambulando no teu corpo

Fogo que me percorre insaciável de ti

sl 15 Agosto 2006

 

8月14日

Selvagem

 

A propósito de um turbilhão que por mim tem passado nos últimos dias, lembrei-me de uma das músicas que sempre me apaixonou: "Nasce Selvagem" (Delfins). Nasci selvagem e não sei onde posso co-existir com esta forma de estar. Longo percurso este, em que nos desencontramos de nós mesmos e sentimos uma falta terrível do que nos é mais puro... Não somos de ninguém, no entanto, tudo fazemos para sermos de alguém, para além de nós mesmos. Não somos de ninguém, mas constantemente procuramos o complemento que nos preencha o vazio que é ser de ninguém... Procuramos aqui, ali, partimos de um porto para nos abrigarmos noutro, sem lançarmos âncora no nosso próprio porto. Rodopiamos, deambulamos, corremos, tropeçamos, encantamos, desencantamos... Sempre recusei a eterna máscara que nos querem fazer usar e fujo dela... Que fuga dolorosa essa que busquei... A única máscara que não me esconde é aquela que não uso quando solto gargalhadas sonoras que me vêm da alma... Os momentos mais efémeres em mim que têm, no entanto, tido cada vez mais presença em mim. Nos últimos dias, voltei a deparar-me com a fachada que as pessoas usam, com o falso sorriso, o falso ser, o egoísmo, a maldade... Desde sempre que não entendo o porquê e sou incapaz de calar os sentimentos que me ocorrem quando me deparo com esta falsidade inerente a tantos. Vejo olhares reprovadores do que digo, porque me recuso a aceitar seres sem brio nem mente, seres que se mascaram sem usarem máscara. Sim, no fundo, a tal máscara para eles não existe, tão vestidos pela sociedade como estão. Recuso-me! Nunca fomos de ninguém nem nunca o seremos, especialmente enquanto essa rouquidão de sentimentos existir. Eternamente selvagem sou eu, que sou apenas de ti, de ti e de ti, complementos de mim... 

 

 

 

Nasce Selvagem

 

Mais do que a um país
que a uma família
ou geração

Mais do que a uma passado
Que a uma história
ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais do que a um patrão
A uma rotina
ou profissão

Mais do que a um partido
que a uma equipa
ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Em
Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém

Delfins (M. Ângelo/F.Cunha)

 

 

Vazio

Se eu te pudesse fazer turbilhão...

Sem suavidade, apenas com doçura...

A tua alma voaria pelo meu ser

Despoeirando-se das desnecessidades

e existirias em rodopio em mim
 
sol nas minhas profundezas mais obscuras
 
 
 
Serias todos os excertos dos meus poros
 
que se armazenam,
 
lentamente,
 
nas prateleiras desarrumadas
 
 
 
 
Todas as palavras fogem de mim
 
como a alma foge do calor
 
que se adivinha na tua pele sedosa
 
Perco-me de mim e nem a ti chego
 
porque todas as palavras correm de mim
 
e não as sinto nos dedos...
 
 
 sl 12.8.2006 

Fonte: www.1000imagens.com

Foto: Isidro Dias

7月25日

Sorriso

 
Inebrio-me em ti, sorriso,
Que me afagas a alma todos os dias
E que me abraças...
 
 
Inebrio-me com o calor
que exala dos teus poros
e que me percorre todo o meu ser...
 
 
Inebrio-me em ti, sorriso,
que me aconchegas a inquietude na vida...
 
 
Inebrio-me... nas gotículas do teu orvalho
Sei-te presente,
mesmo quando te procuro e não te encontro...
 
 
Sinto-te ali, aqui...
por todos os meus poros
e aconchego-me em ti, sorriso...
 
 
sl 25.7.2006
 
7月24日

Viagem a tempos idos (III)

Ponta de alma

 

Junto-me a ti

ponta de alma

como há muito já não

A tua tinta escorre em mim

como uma gota de sangue

que há muito não chorava

 

E se neste sol de viver o mar acalmar

é porque deixei de querer

E que jamais poderei voltar a chamar

 

Por isso me junto a ti

ponta de alma

Maior sofredora do mundo

 

A ti tudo se confia

tudo se chama

tudo se acalma

tudo se chora

tudo se ri

 

E se por ti um dia chorei

por ti um dia rirei

Desta feliz infelicidade

que me acompanha

felizmente...

 

Outrora.

Outrora já era

Outrora é.

 

sl 25.1.88

 

 

 

Imagem: onun

Fonte: http://ic1.deviantart.com

Viagem a tempos idos (II)

 
Transpiro por histerias não passadas
do passado longínquo.
Transpiro por essas míseras palavras
que nunca o foram
 
Saudade extenuante
das ruas de Paris
onde nunca fui
vivências de mar de histórias loucas
de sonhos reais que nunca foram
 
Um dia
Uma voz me acordou
para a sede de viver
para o sonho de viver
para a realidade de sonhar
 
Sonhei muito alto
Até aos deuses
O Concílio recusou-me
Como é possível recusar um sonho
que nunca pode ser...?
 
Triste ilusão criaste em mim
tão real quanto eu
Fizeste-me ser os outros
Sem ser eu
Nem na hora de ontem fui eu
Sendo hoje...
 
 
sl 25.1.88
 
 
 
 

 

Imagem: David A. Hardy & PPARC

Fonte: www.astroart.org

Viagem a tempos idos (I)

 
Metamorfose
 
 
De quando em quando,
Um mar desce à minha pele
Uma angústia de lucidez
Como o meu amigo
Uma louca lucidez que me leva à loucura
 
Num reboliço
Ouço o mundo a passar como nos carrocéis que fui
Na infância
Na metamorfose...
 
Metamorfose...
constante metamorfose...
que me atormentas o ser
Muda!
Estala neste zombi!
 
O sabichão ensinou-me o crer
Mas se ao menos em algo
pudesse crer...
Que o sol a água a terra o fogo o ar
Um dia seriam
soláguaterrafogoar
 
Se ao menos um dia
me deixassem brilhar
eu seria feliz
e tão infeliz com a felicidade
de um dia jamais chorar
 
 
sl 25.1.88
 
 

 

Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/

7月4日

"Angel"

Sonho-te como um anjo e sei-te em paz.

Miss you so...


Angel

 


Spend all your time waiting for that second chance
For the break that will make it OK
There's always some reason to feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction or a beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty and weightless and maybe
I'll find some peace tonight

In the arms of the Angel far away from here
From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage of your silent reverie
You're in the arms of the Angel, may you find some comfort here

So tired of the straight line, and everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
The storm keeps on twisting, you keep on building the lies
That make up for all that you lack
It don't make no difference, escape one last time
It's easier to believe
In this sweet madness, oh this glorious sadness
That brings me to my knees

In the arms of the Angel far away from here
From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage of your silent reverie
You're in the arms of the Angel, may you find some comfort here

In the arms of the Angel, may you find some comfort here
 
 

Como em tantos outros dias...

 
 
 
 
Hoje,
a cada minuto,
lembrei-me de ti.
 
Ofereço-te agora
o que só em mente voltarei a fazer.
 
 
 
  

 
 
 
Apetecia-me escrever-te um poema
Contar-te uma história
Sorrir-te
Abraçar-te
Simplesmente olhar-te
Sentir-te aqui
Usar a palavra e o gesto
A ternura e a doçura
Respirar o teu mesmo ar
Mostrar-te novamente o mar com os meus olhos
como to mostrei naquele dia
em que sabiamos...
 
 
... ... ...
 
 
 
6月28日

Estremeço...

Aninho-me em ti
Desnudada do meu ser,
Sinto-te e afago-me,
...
 
Olho-te e sorrio-te -
Gotículas de orvalho serpenteam-nos a pele
Estremecem, à procura de um rumo...
...
 
Sente...
Desfaleço em ti
Como se deixasse de ter pertença de mim...
...
 
 
A pele lateja
O teu odor envolve-me docemente
Inebrio-me em ti
 
 sl 28.6.2006
 
 
 
 
 
Foto: Scott Murdock
6月26日

Esqueço-me

Esqueço-me de saber viver

Esqueço-me de olhar para a frente e sorrir

Pérolas afagam-me a face,

Deslizantes,

Sem saberem onde se aninhar…

 

Esqueço-me de mim

Esqueço-me de todo um eu que fui

Pensamentos serpenteam-me a mente,

Ofegantes,

Sem saberem onde se alinhar…

 

Respiro o ar sofregamente

À procura do tudo e do nada que não existe em mim…

 

sl 26 junho 2006

 

 

A imagem é de um amigo, de uma pessoa excelente e foi retirada de http://onun.deviantart.com/gallery/

Deliciem-se a ver o seu trabalho, tal como eu!

 

6月25日

Abraço

Ontem, a meio de uma conversa com um amigo, ontem, ele levou as mãos à cara, limpou as lágrimas e pediu-me desculpa. Pediu desculpa, porque estava a chorar. Tinha acabado de me contar que era seropositivo.
Chorava, porque as pessoas se afastam.
Chorava, porque os amigos não existem.
Chorava, porque tinha sido tóxico-dependente anos a fio e estava limpo agora.
Chorava, porque, por mais que lute e trabalhe, a vida pouco lhe tem sorrido até agora.
Chorava porque... porque... e porque...
E este homem anda de sorriso na face. Aquele sorriso que mascara o que lhe vai dentro na alma.
"Anda cá" - disse-lhe. Abracei-o no silêncio. E tive um dos abraços mais puros, mais verdadeiros da minha vida...
 
 
Continuamos, infelizmente, a discriminar quem, afinal de contas, é tão igual a nós mesmos, que vimos e vamos todos para o mesmo sítio, seja em que fase da nossa vida.
Sei bem os efeitos deste tipo de actuação, porque convivi anos a fio e lado a lado com uma pessoa deficiente, vítima de um acidente de viação. Vi o olhar frio de muitos, vi o olhar reprovador de outros, vi o olhar de pena, vi o desprezo e a desconsideração, vi o olhar de tantos que me perguntavam, sem nada me dizerem, que monstro seria aquele... Estes olhares, senti-os com os meus olhos e eu apenas estava ao lado. Que sentirão as que se sentem diferentes, desprezadas, olhadas de soslaio?
Bem hajam estas pessoas, porque são, muitas vezes, as mais puras que encontramos!
 
 
Para ti, meu menino!
 
Sabes que tens amigos. Um, dois, três? Pouco importa a quantidade. Sabes que estão contigo, ao teu lado, que te dão a mão. Olha-os e sente-os. E sê tu mesmo! Para eles, ÉS ALGUÉM! Sê esse ALGUÉM para ti mesmo, porque MERECES e VAIS VENCER!
 
E juízo nessa tola ou dou-te uma trinca lol. Beijo grande, grande e um abraço do tamanho do mundo. 
 
Alguns links:
 
 
 
6月23日

Desejo

 
 
Fujo - diz o nada - porque as tuas palavras nada querem de mim.
Páro no teu olhar, observo, leio e vejo o vazio, aquele vazio que não encontro em meu redor.
Leio-te, porque queria tecer-te a alma de pequenas teias subits e de ouro, com pequenas gotas de orgulho em ti.
Fechas-me a porta vezes sem fio e conta... ...
Quero ser a tua sombra, de gotas salgadas no mar, saboreando todos os teus poros, bebendo de ti todas as gotas de luz do teu êxtase...
 
sl 20.06.2006
 
 

6月15日

Who Are U?

Hoje, passou por mim uma doce saudade e apeteceu-me cantar-te...
Who Are U?
Ever since I saw you 
I want to hold you 
Like you were the one 

It sees right through me 
A bullet it comes and takes me 
And I love you I love you 
I want you but I fear you 

Who are u ? 
Who are u? 

Ever since I saw you 
I want to hold you 
Like you were the one 

You feet rest on my shoes 
I sing this song for you 
Just to see you smile 

And I love you I love you 
I love you but I fear you 

Who are u? 
Who are u? 

For how long 
How strong do I still have to be? 
How come you mean so much to me? 

For how long 
How strong do I still have to be? 
How come you mean so much to me? 

And I love you I love you 
I want you but I fear you 

Who are u? 
Who are you?

For how long 
How strong do I still have to be? 
How come you mean so much to me? 

For how long 
How strong do I still have to be?  
David Fonseca
6月12日

Apetecia-me

Apetecia-me partir de mim mesma,

Por entre neblinas matinais

Por onde as palavras falassem por mim

Por onde o grito interno sorrisse por mim

 

Apetecia-me envolver num manto de pétalas

Por entre odores perdidos

Por onde os desejos se calassem

Por onde o sonho se fizesse sentir

 

Apenas deambulo por mim

Como uma estrela sem rumo

Vazio de encantos e de sensações…

 

Apenas deambulo por mim

Como uma flor que murcha

Sem água que me regue a alma…

 

sl 12 Junho 2006

6月10日

Be...

De um dos meus filmes de eleição de sempre, dos tais que vi aos dez anos e demorei dezassete para conseguir o sonho de o ter e de o rever:

"JONATHAN LIVINGSTON SEAGULL"

Written by Neil Diamond

BE

 

Lost
On a painted sky
Where the clouds are hung
For the poet's eye
You may find him
If you may find him

There
On a distant shore
By the wings of dreams
Through an open door
You may know him
If you may

Be
As a page that aches for a word
Which speaks on a theme that is timeless
While the Sun God will make for your day
Sing
As a song in search of a voice that is silent
And the one God will make for your way

And we dance
To a whispered voice
Overheard by the soul
Undertook by the heart
And you may know it
If you may know it

While the sand
Would become the stone
Which begat the spark
Turned to living bone
Holy, holy
Sanctus, sanctus

Be
As a page that aches for a word
Which speaks on a theme that is timeless
While the Sun God will make for your day
Sing
As a song in search of a voice that is silent
And the one God will make for your way

Porque...

Porque
 
 
 
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
“No Tempo  Dividido e  Mar Novo"
 
 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja. Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência do signo na relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia: quer na obra poética quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana ou A Menina do Mar.
 
Deixo-vos alguns links sobre esta senhora que como que amamentou a alma com poesia...